Padre Benjamim Salgado

Bernardino Machado

benjamim salgado

O Padre Benjamim Salgado foi um joanense, não só de nascimento, mas sobretudo de vivência. Nasceu na paróquia de Joane, a 8 de maio de 1916, filho de Augusto Oliveira Salgado e de Joaquina Ferreira Azevedo. Os primeiros anos da sua vida foram passados em Joane, com os pais onde frequentou a escola primária local de 1923 a 1927. Concluída a primeira etapa da sua formação académica, ingressa em 1927 no Seminário de Braga. É nesta instituição que inicia a sua relação com a cultura e a arte, manifestando desde cedo capacidades inatas para a música e para o teatro. No Seminário estudou Humanidades, Filosofia e Teologia. Estudou também Harmonia e Composição Musical, com consagrados nomes desta área. Ilustre escritor, jornalista, compositor musical e professor, publicou várias obras, das quais destacamos A Igreja do Divino salvador de Joane, Apontamentos para a sua História, editada pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, no ano da sua morte. Em 1938 foi ordenado sacerdote desenvolvendo diversas atividades, que fizeram dele uma personalidade distinta e querida por todos. Morre em 28 de janeiro de 1978.


"Personalidade encantadora, inteligência brilhante, sensibilidade de artista, vontade forte e sempre ao serviço dos outros (…)", no dizer do padre A. Rocha Martins. Em 1995 torna-se patrono da Escola Secundária de Joane, doravante Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, desde 28 de junho de 2012 agrupamento de Escolas com o mesmo nome, resultante da fusão com o Agrupamento de Escolas de Bernardino Machado, constituindo-se, desta forma, uma única unidade de gestão.

bernardino machado

Bernardino Luís Machado Guimarães nasceu no Brasil, no Rio de Janeiro, a 28 de março de 1851 e faleceu no Porto, no dia 29 de abril de 1944.

Foi presidente da República Portuguesa duas vezes: primeiro, de 6 de Agosto de 1915 até 5 de Dezembro de 1917, quando Sidónio Pais, à frente de uma junta militar, dissolve o Congresso e o destitui, obrigando-o a abandonar o país; mais tarde, em 1925, volta à presidência da República para, um ano depois, voltar a ser destituído pela revolução militar de 28 de Maio de 1926, que instituirá a Ditadura Militar e abrirá caminho à instauração do Estado Novo.

Era filho de pai português, António Luís Machado Guimarães, a quem viria a ser concedido o título de 1.º Barão de Joane em 1870, e de mãe brasileira, Praxedes de Sousa Ribeiro Guimarães. Casou-se no Porto, a 19 de Janeiro de 1882 com Elzira Dantas Gonçalves Pereira, com quem teve 19 filhos e filhas.

Viveu os seus primeiros 8 anos no Brasil, para, em 1860, a família regressar a Portugal, fixando-se primeiro em Joane e depois em Vila Nova de Famalicão. Terminou o ensino secundário no Porto, e na Universidade de Coimbra, concluiu o curso de Matemática e Filosofia.

Em 1877 foi nomeado professor da Faculdade de Filosofia, obtendo o doutoramento com a tese Dedução das Leis dos Pequenos Movimentos da Força Elástica, dois anos mais tarde é nomeado lente catedrático de Filosofia, lecionando a cadeira de Antropologia. Nesse mesmo ano licenciou-se em Agricultura Geral Zootécnica e Economia Rural.

Durante a crise académica de 1907, junta-se aos estudantes e, por isso, é obrigado a pedir a demissão do cargo de lente da Universidade de Coimbra.

Bernardino Machado inicia-se na política bastante novo, pela mão do líder do Partido Regenerador, Fontes Pereira de Melo. É eleito deputado pela primeira vez, pelos regeneradores, pelo círculo eleitoral de Lamego, e reeleito pelo círculo de Coimbra.
Em 1890 é eleito Par do Reino pelos estabelecimentos científicos, lugar que ocupa até 1895, dedicando uma especial atenção ao ensino.

Integra o primeiro ministério de Hintze Ribeiro como ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria, apresentando a sua demissão em Dezembro desse mesmo ano.

De 1892 a 1944 foi Presidente do Conselho da Ordem do Grande Oriente Lusitano.

Descrente dos valores monárquicos, adere ao Partido Republicano Português e em 1903, a partir de então contribui para a remodelação e organização do partido enquanto força política, intervindo ativamente em numerosos comícios. De 1904 a 1906 é candidato a deputado nas listas republicanas, pelo círculo eleitoral de Lisboa, todavia não é eleito.

É eleito membro do Diretório do Partido e seu Presidente, cargo que ocupa até 1909, acabando por ser um dos cinco deputados eleitos por Lisboa.

Com o advento da República, Bernardino Machado foi o escolhido para a pasta dos Negócios Estrangeiros no Governo Provisório da República Portuguesa, cargo que desempenhou até à tomada de posse do primeiro governo constitucional republicano em 1911. Assume, ainda, a pasta da Justiça, em virtude de doença de Afonso Costa, titular da pasta.

Foi eleito à Assembleia Nacional Constituinte, para lavrar a Constituição Política da República Portuguesa. Em seguida candidata-se à Presidência da República nas primeiras eleições presidenciais, que perde para Manuel de Arriaga.

É nomeado ministro de Portugal no Rio de Janeiro, sendo Bernardino Machado o primeiro embaixador português naquele país.

Quando regressa a Portugal, em 1914, vive-se no país uma crise ministerial com a demissão de Afonso Costa do cargo de chefe do governo e Bernardino Machado é chamado a constituir um ministério extrapartidário, a fim de apaziguar os exaltados ânimos políticos. Bernardino Machado acaba por pedir a exoneração do cargo, mas é novamente chamado a formar o 7.º governo republicano.

A Primeira Guerra Mundial rebenta enquanto Bernardino Machado está na chefia do governo, que fica com a difícil tarefa de definir a posição de Portugal no conflito.

Com a exoneração do governo, Bernardino Machado regressa ao seu lugar no Senado. Em 1915, o general Pimenta de Castro forma um governo ditatorial apoiado por partidos militares conservadores e Bernardino Machado toma uma posição frontal contra o governo.

Depois de entregar os poderes presidenciais manteve-se em Portugal até 1927, sendo então novamente exilado primeiro na Galiza e posteriormente em França, continuando a lutar contra o regime vigente em Portugal.

Foi autorizado a regressar em Junho de 1940, quando as forças nazis invadem a França. Proibido de residir em Lisboa, fixou residência no Alto Douro onde veio a falecer, em 28 de Abril de 1944.

A sua obra literária é vasta e reconstitui o percurso das diversas atividades a que o autor se dedicou.